42 – Basta com Todo o Mundo. Decora-me tu, leitor, que o Corporativismo na sua política, na sua economia, na sua organização social, na sua moral cristã, exige a coexistência dum alto ideal político, económico, social e moral, que politicamente não pode ser diminuído pela luta de partidos; que economicamente é a economia batendo em uníssono com a natureza humana; que socialmente é a realização altruísta da paz social.
Ensina a essa gente muito educada em que toda a ideia de social é socialista, que o Corporativismo desmente tal pretensão com a sua história e experiência política e económica, que faz dele não uma plataforma, não uma precária solução intermédia de dificuldades de momentos entre o socialismo e o liberalismo: a democracia parlamentar e o soviet comunista. Nada assimilou doutros sistemas, para fabrico de receita eclética. Superou o liberalismo, superou o socialismo, chegou-nos no seu momento histórico e marcá-lo-á. Nada do que podem por aí dizer-te desdenhosamente, de que é apenas um sistema inofensivo de corporações porventura criadas para ludibriar a máquina capitalista e a economia liberal e amoral do lucro. Tendencialmente conservador, sim, mas no respeito e na afirmação dos valores eternos do homem e da Moral cristã. No campo económico há-de travar a grande batalha: a batalha pelo pão de todos, ganho pelo trabalho de todos.
(Continua)
O CORPORATIVISMO PORTUGUÊS (38)
Cadernos Corporativos - Sabatinas com os Inimigos do Corporativismo, Claros e Ocultos, de Fora e de Dentro – TERCEIRA SABATINA – por António Ribeiro da Silva e Sousa (Sidónio Miguel). Edição do Sindicato Nacional dos Empregados de Escritório dos Serviços de Navegação – Lisboa - 1943