28 de março de 2026   


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NA DEFESA DUM PATRIMÓNIO AMASSADO COM ESFORÇO, ABNEGAÇÃO E SACRIFÍCIO
(Discurso proferido em Terçanzori a 7 de Maio de 1952, no aquartelamento do Grupo de Esquadrões Mecanizados «Mouzinho de Albuquerque»

Camaradas:

Foi sempre para mim uma grande alegria privar com os meus camaradas. Por vezes aparentemente desviado das funções normais da minha carreira, pensarão muitos que por outra a desejaria trocar. Pura ilusão, infinitamente longe de condizer com a realidade. Primeiro, porque até hoje não encontrei ainda vida que mais me seduza, pelo que constitui o encanto de servir – e plenamente, e sem cálculo, e sem interesse, e sem reservas – a nossa Pátria. Recomeçá-la-ia, pois nem um só dia me arrependi de ser militar. Por isso, por mais que pareça estar afastado da vida naval, nunca perco a ligação, nem desvio a minha atenção da evolução dos seus problemas essenciais.
É que, na verdade, para se poder com prestígio exercer um cargo público, em que se não pode exigir uma multiplicidade de especializações, torna-se indispensável ter uma base de autoridade que provenha da capacidade de desempenho da profissão original de cada um. Eis porque também me não poderia desinteressar nem desligar da minha vida militar.
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«Este País foi obra de soldados», dizia Mouzinho, na célebre carta ao seu Príncipe. E assim era. Mas muito mais se torna evidente esta verdade, quando pensamos que a grandeza da Nação reside, sobretudo, no Ultramar, e este, todos o sabem, é obra original de marinheiros, de soldados e de missionários. Tudo soldados, tudo missionários. Foram eles que lançaram as bases em que havia de assentar o grande e sólido edifício do futuro; foram as suas virtudes, o seu valor, os seus sofrimentos e a sua dedicação total à causa nacional – que haviam de permitir que se erguesse uma nação firme nos seus fundamentos.
Houve erros e, sem dúvida, maus governantes. Mas quando as leis foram respeitadas e os homens superiormente governaram, só houve justiça e paz. A força das armas serviu não para impor violências, mas para garantir direitos e liberdades, desde a liberdade de culto ao direito de propriedade; mas mesmo quando houve intolerâncias – fruto amargo dos tempos – nunca elas atingiram o rigor das que se praticavam na própria casa lusitana, e sempre muito longe das que o resto do Mundo contemplou.

Camaradas:

Estais aqui numa nobre missão. Mas, para que ela seja perfeitamente cumprida, convém lembrar as nobilíssimas intenções que determinaram a expansão ultramarina e, como sua sequência, as instruções que os Chefes da Nação transmitiam aos seus governadores e capitães das armadas. «Não façais dano algum, antes todos de vós recebam honras e favor e gasalhado e bom trato» – dizia El-Rei a Diogo Lopes de Sequeira quando, em 1508, partiu para a descoberta. Mas acrescentou: «porém, armando sobre vós ou vos fazendo algum engano tal que vos parecesse que vos queriam desarmar, então faríeis a quem isso vos cometesse todo o dano e mal que pudésseis». E concluía: «e em outro caso não fareis nenhuma guerra nem mal».
É perfeito. Não fareis nenhuma guerra nem mal. Que todos de vós recebam honras e favores e gasalhado e bom trato. Mas que não vos desarmem.
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Os nossos antepassados não foram, como vários mareantes de outras nações, piratear os navios pacíficos que regressavam da Índia, velhos e alquebrados, com tripulações escassas, e doentes e esgotados. Não fomos nem piratas nem conquistadores. Nem o poderíamos logicamente ser, visto a nossa escassez demográfica naquelas longínquas eras. Os feitos heróicos foram inicialmente defensivos; e logo a seguir às batalhas, apesar de vitoriosos, era sempre a persuasão, em vez de vingança, o sistema que empregávamos.
É, portanto, esta a tradição. Na Europa, na África, na Ásia ou na Oceânia, não nos moveram outros propósitos senão preservar e defender os direitos sagrados dos Portugueses. Na Índia não nos faltam exemplos da mais pura valentia, nem de abnegação. Grande escola de soldados e de virtudes patrióticas!

Camaradas:

Estais alguns de vós distantes das vossas famílias, mas estais em família. Vindes da Europa ou da África e continuais em Portugal. Aqui na Índia, desde o início, o povo português afirmou a sua incomparável capacidade assimiladora. Fizeram-no os homens do povo e os nobres, não desdenhando de privar com os naturais e tratando-os como irmãos. Desde o primeiro dia, consagrou-o o próprio Estado, pela mão do grande Albuquerque, procurando uniões legítimas entre os povos, sem olhar as distinções raciais. Nenhum outro povo teve como o nosso essa extraordinária clarividência, a que melhor se poderia chamar compreensão divina da igualdade cristã. A prova temo-la. Estando na Índia, longe da família, estais em família.

Camaradas:

É com grande desvanecimento que estou no meio de vós, dignos representantes de uma força armada que é o orgulho e espelho da Nação. E lembrando-me do grande militar que é o nosso Chefe Supremo, da sua passagem na Índia e tendo a certeza de que ele está connosco nos seus pensamentos, peço-vos me acompanheis num brinde a Sua Excelência o Presidente da República, General Craveiro Lopes.





AOS PORTUGUESES DA ÍNDIA (10)

AOS PORTUGUESES DA ÍNDIA – NA DEFESA DUM PATRIMÓNIO AMASSADO COM ESFORÇO, ABNEGAÇÃO E SACRIFÍCIO (Discurso proferido em Terçanzori a 7 de Maio de 1952, no aquartelamento do Grupo de Esquadrões Mecanizados «Mouzinho de Albuquerque») pelo Capitão de Mar e Guerra M. M. Sarmento Rodrigues - Ministério do Ultramar – 1954

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Aconselho esta extraordinária conferência do Pe. argentino Alfredo Saenz:
https://www.youtube.com/watch?v=rPaLFXPm2v8

Carlos Luz


Digo-o sempre em sua honra e memória: Parabéns ao Dr. Salazar, um grande chefe de estado!

Nelson


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Luis Renato Julio

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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