44 – Aparece-nos o cético jurisconsulto a advogar os egoísmos de Todo o Mundo: –Tem a Economia Corporativa força para mandar servir? – Tem e porque não houvera de ter? Chegou, sim, na altura de se impor e de se fazer obedecer sem subterfúgios, sem habilidades. E acabámos de dizer porquê. Não o repetimos a Todo o Mundo, porque dirá que o ameaçamos. Aparece-nos o cético na encadernação do economista ao serviço dos egoísmos de Todo o Mundo: – Então a economia deixa de ser a ciência da riqueza? – Não, podemos aceitar a sua definição. Apenas em Economia Corporativa a riqueza adquire um sentido novo muito aproximado do Bem geral e não no do predomínio de determinada casta, que carece de regras amorais para se manter. Ensina doutra maneira as regras da produção, da repartição, da circulação, do consumo.
Não se limita à observação amoral dos fenómenos. Acontece, por exemplo, que, ao contrário da liberal que olhou sobretudo à produção, ao contrário da socialista que se ocupou da distribuição, ela na fase da síntese dos contrários, de que falou talvez Hegel, vê em todo esse movimento harmonicamente a necessidade, a satisfação, o esforço. A disciplina produtiva com a justiça distributiva – Formosa síntese. Ouçamos agora o que nos dizem ainda Todo o Mundo e Ninguém:
(Continua)
O CORPORATIVISMO PORTUGUÊS (40)
Cadernos Corporativos - Sabatinas com os Inimigos do Corporativismo, Claros e Ocultos, de Fora e de Dentro – TERCEIRA SABATINA – por António Ribeiro da Silva e Sousa (Sidónio Miguel). Edição do Sindicato Nacional dos Empregados de Escritório dos Serviços de Navegação – Lisboa - 1943