11 de abril de 2026   


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Gostaria que melhor nos conhecêssemos para mais no alegrarmos do que somos. Gostaria que todos nos conhecessem. Assim cairiam por terra muitos azedumes e críticas. Porque a ignorância pode levar os homens mais eminentes a formular os juízos mais injustos e os conceitos mais errados. E como não creio que um homem inteligente seja mau, sou levado a concluir que só a ignorância é culpada de muita incompreensão.
Gostaria que nos conhecessem. Os nossos métodos, a nossa casa, o nosso coração estão sempre abertos para quem vier por bem.
Não vivemos, sem dúvida, num paraíso. Haverá faltas e erros inevitáveis, e aspirações de uma vida cada vez melhor. Mas como poderia, com estes fundamentos, negar-se uma evidência tão honrosa para todos os portugueses? Como poderá haver um português de serena consciência e são justo que não reconheça que desde Trás-os-Montes a Timor se vive uma vida tranquila e honrada, modesta mas digna, estável e confiante? Como poderiam os portugueses na Índia, por um natural anseio de perfeição futura, fechar os olhos à insofismável e reconfortante realidade presente?
Meus senhores: À admirável coesão nacional que mantemos devemos a firmeza da nossa posição no Mundo, firmeza que nem as maiores vicissitudes da História abalaram. Na segurança dos dias de hoje, não esquecemos o passado, não negamos o presente e preparamos um futuro melhor. Com esta estrutura poderemos estar certos de que os dias que hão-de vir – mercê das mais intensa e íntima fusão de interesses e almas, graças aos novos meios de comunicação existentes – serão dias de engrandecimento nacional.
A nossa homogeneidade nada tem de fachada nem de hostil, nem na economia nem na ideologia. Respeitamos religiosamente as ideias e os sistemas de vida dos outros povos e colaboramos com eles nos problemas económicos.
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Meus senhores: Que esta visita nos deu a todos, portugueses de todo o Mundo, ensejo para viver uma hora de júbilo nacional, não sofre dúvidas. Todos aclamaram a Nação a que pertencemos, as glórias do seu passado, a honradez do presente, os Chefes que nos inspiram, as esperanças que nos animam. Isto já seria bastante, já seria muito, já seria o essencial. Mas eu desejaria ainda que este fosse um ponto de partida para uma nova era em que pudéssemos ver realizadas as nossas mais ardente e justas e, porventura, mais grandiosas aspirações.
O Governo não se poupará a esforços para elaborar os planos, conseguir os meios e realizar os melhoramentos que tanto se recomendam, nas estradas e nas pontes, no abastecimento de água e luz, na irrigação, no fomento da agricultura e da indústria, no ensino e na sanidade, na protecção a todas as actividades culturais ou económicas, em todos os sectores da vida, enfim. Espera, por sua vez, a dedicada colaboração de todos e nele confia.
Senhor Governador-Geral: a V. Ex.ª, que com grande sacrifício da sua saúde vem tão dedicada e incansavelmente servindo a Nação neste posto honroso, manifesto o mais alto apreço pela obra notável que sob a sua firma orientação aqui tem executado nos últimos tempos. Não há palavras que a cada um de nós, que nos habituámos a servir a Nação – a ela exclusivamente – não há palavras que para nós valham mais do que a consciência de um dever que se cumpre. E V. Ex.ª, neste alto lugar, de tão altas tradições, cumpriu o seu dever.
Agradeço a todos, a todas as pessoas, a todos os organismos, a todas as aldeias, vilas e cidades, a inolvidável recepção em que nos envolveram, a minha mulher e a mim, durante estas fugidias horas de exaltação patriótica. Peço a V. E.ª, como digno representante da soberania nacional, que aceite o testemunho do nosso reconhecimento.
Venho de Portugal e trago comigo os votos de todos os portugueses que ficaram e que não puderam vir. Na minha carava juntam-se agora, tal como no período formativo da Nação, mais uma revoada de carinhos e orações, as de todos os portugueses da Índia, que também, estou certo, gostariam de embarcar para Timor e para Macau, para lhes bradar bem alto: n´so somos e vós sois o eterno Portugal!

(Fim)


AOS PORTUGUESES DA ÍNDIA (12)

AOS PORTUGUESES DA ÍNDIA – O SIGNIFICADO DUMA VISITA (Discurso proferido no banquete de despedida, no Salão Nobre do Primeiro Senado de Goa, em 11 de Maio de 1952) pelo Capitão de Mar e Guerra M. M. Sarmento Rodrigues - Ministério do Ultramar – 1954

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https://www.youtube.com/watch?v=rPaLFXPm2v8

Carlos Luz


Digo-o sempre em sua honra e memória: Parabéns ao Dr. Salazar, um grande chefe de estado!

Nelson


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Luis Renato Julio

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«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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