12 de julho de 2026   


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20 – Não. Todo o Mundo tem que aprender e Ninguém lhe diz que só há vida corporativa, quando as Corporações, os Grémios e os Sindicatos (e naturalmente os Corpos ou Conselhos Consultivos e Deliberativos que lhes estão mais acima) compreendem e põem em prática os princípios e finalidades do Corporativismos, servindo, fazendo servir, as estritas observâncias da ética do sistema (que é eminentemente nacional e moral na sua política e na sua economia), na extrema dedicação pela obra que de todos exige, e sobretudo dos mais altos, muita compreensão, muita dedicação, muito desinteresse pessoal, muita isenção, a favor do Bem comum. Os homens não são santos, lá nos diz Salazar. Não são santos, são, infelizmente, e facilmente prevaricam, se aturdem com o interesse pessoal. Mas menos santa é a opinião pública e pode Todo o Mundo crer que difícil é convencer a massa popular da excelência das doutrinas, quando ela pode fazer as contas aos tantos mil escudos por mês que aufere dos seus variados cargos cada cavalheiro que lhe aparece a pregar altruísmos.

21 – Então a falta do verdadeiro espírito corporativo apenas se nota na gente grada da nossa terra? – Não, não, digamos muitas vezes, para que não nos acuda o farisaísmos indígena a concordar connosco, enfiando a carapuça na cabeça do parceiro. Há dirigentes de Grémios que supõem, sim, que a organização corporativa é uma espécie de cartel da produção organizada a seu favor para lhes garantir bons lucros. E, que diabo, quando as coisas correm bem, o mais avarento se toca da generosidade de distribuir umas migalhas pelos chamados trabalhadores, como prémio de seguro. Bem o diz Salazar e Ninguém o repete. Por outro lado, como eles pululam por aí os tais empregados ou trabalhadores, que têm a ideia fixa de que a organização corporativa é para seu benefício único; e, assim, cada vez que não serve de instrumento para eles conseguirem aumentos sucessivos de regalias, inclusivamente com prejuízo da solidariedade que devem às outras classes e à Comunidade dum modo mais amplo, gritam ou rosnam que o Corporativismos está falido!... Caso grave este o nosso, em que a revolução mental, em vez de preceder, tem de seguir-se à revolução legal. Por isso mesmo, um imperativo de desinteresse material, de isenção pessoal, se impõe a todos quantos queiram ser dirigentes nesta obra de propaganda e de organização. Têm de ser apóstolos, de possuir a fibra de homens de muita fé, prontos a largar as redes do ofício e os laços da família como os pescadores nazarenos e não a instalar-se na vida, à sombra de princípios generosos. A República fez-se em 1910 com quatro tiros da Rotunda, porque teve a precedê-la a propaganda desinteressada de homens como Manuel de Arriaga, Jacinto Nunes, Eduardo de Abreu, António José de Almeida, etc., etc. (republicano era sinónimo de pelintra). O videirismo veio depois. E um dos processos mais eficazes de propaganda republicana do jornal A Luta, de Brito Camacho, foi – lembram-se? – a publicação dos nomes e dos ordenados e benesses dos Marechais da Monarquia.
Modéstia à parte, o desinteresse é a característica desta campanha dos Cadernos Corporativos. É obra desinteressada do autor, realização material dos editores, igualmente desinteressada. Não solicitam louvores ou recomendações oficiais.
Considera-se definitiva e irrevogavelmente o seu autor simples franco-atirador da causa, sem necessidade de incentivos, sem ouvidos para elogios; sem direito a gratidões, sem surpresa para censuras, incompreensões ou ingratidões.
Procura pregar pelo exemplo o que nos seus Cadernos tem recomendado, designadamente no último, no qual fez um apelo à gente grada da nossa terra, muita da qual acha o Marxismo mais perto da natureza humana que o Corporativismo… (é bem certo que Deus enlouquece primeiro aqueles que quer perder). E nesse Caderno procurou também fazer uma advertência à gente dos Grémios, dar um conselho à gente dos Sindicatos, dirigir uma quási-exortação à Mocidade que sabe sê-lo. Depois de tudo isto, o que há a dizer? Há a fazer a geral revisão que estamos fazendo neste último Caderno, o que continua sendo o objectivo das Sabatinas a seguir, particularmente nos aspectos morais de todo este grande problema que chamamos social. Mas que é sobretudo moral, digamo-lo mais uma vez.

(Continua)


O CORPORATIVISMO PORTUGUÊS (24)

Cadernos Corporativos - Sabatinas com os Inimigos do Corporativismo, Claros e Ocultos, de Fora e de Dentro – PRIMEIRA SABATINA – por António Ribeiro da Silva e Sousa (Sidónio Miguel). Edição do Sindicato Nacional dos Empregados de Escritório dos Serviços de Navegação – Lisboa - 1943

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Aconselho esta extraordinária conferência do Pe. argentino Alfredo Saenz:
https://www.youtube.com/watch?v=rPaLFXPm2v8

Carlos Luz


Digo-o sempre em sua honra e memória: Parabéns ao Dr. Salazar, um grande chefe de estado!

Nelson


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Luis Renato Julio

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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