segunda-feira, 6 de Outubro de 2008   


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A primeira exigência da política nacional, como o primeiro dever dos governantes, é o reconhecimento, é o sentimento profundo da realidade objectiva da Nação portuguesa em toda a extensão territorial da sua Metrópole, das suas Ilhas e das suas Colónias, em todo o conjunto da sua população — uma realidade histórica e uma realidade social. Nela estão incorporados e por ela vivem os indivíduos, as famílias, os organismos privados e públicos. E na unidade resultante da sua integração e da concordância profunda dos seus interesses, ainda que às vezes aparentemente contrários, não há que separá-los ou opô-los, mas que subordinar a sua actividade ao interesse colectivo. Nada contra a Nação, tudo pela Nação.

Quanto mais profundo é este sentimento da realidade nacional, tanto mais se impõe o desconhecimento das facções, dos partidos, dos grupos em que se podem encontrar acidentalmente os diferentes indivíduos. Se se desconhecem, não há política de partido, de facção, de grupo a confundir-se ou embaraçar a política nacional; e daqui resultam dois bens: para a Nação, ser o único objecto das preocupações governativas; para os governantes, a magnífica liberdade de só servir a Nação.


A Restauração das Grandes Certezas: DEUS, A PÁTRIA, A AUTORIDADE, A FAMÍLIA, O TRABALHO (01)

(«Política de verdade. Política de sacrifício. Política nacional» — Discurso pronunciado na manifestação dos municípios do País, em 21 de Outubro «Discursos», Vol. 1, págs. 34-35) - 1929

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
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