sexta-feira, 3 de Setembro de 2010   


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Munidos com os primeiros resultados da reforma financeira, era já possível enfrentar a melhoria da situação económica. Esta impunha de um lado a intensificação de obras públicas, directa ou indirectamente reprodutivas, e do outro a exploração de recursos novos e o aperfeiçoamento do conjunto da produção nacional. As duas espécies de actividades exigiam, porém, capital e técnica; era de saber como podiam conseguir-se.
Embora a economia tenha naturalmente beneficiado do movimento geral, a nenhum observador terá escapado que as obras públicas marcaram até ao presente muito maior avanço. As razões são: primeira, o Estado pôde mais fácil e mais rapidamente mobilizar os factores da sua actividade; segunda, esta actividade era ela própria em certos casos indispensável ao aproveitamento de recursos disponíveis. A verdade é que, ao menos dentro das especialidades de mais frequente ou intensa aplicação, o Estado pôde formar, ao contacto das suas próprias realizações, os técnicos de que tem necessitado; e o capital português tem acrescido aos excedentes das contas para suprir a todas as necessidades. Finalmente a exploração mineira, a utilização das quedas de água, como o aproveitamento nacional de outros recursos, exigiam, antes dos respectivos empreendimentos, estudos de anos que inacreditavelmente não estavam feitos. A realidade era esta: o País não se conhecia.


As Riquezas Nacionais (05)

(«Prefácio à 4. edição» — «Discursos», Vol. I, págs. XIV-XVI) – 1948

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de que realmente serve a liberdade politica, se a verdadeira liberdade está no estatuto financeiro, de que servirá ter toda a democracia e perder a moral, a integridade, o patriotismo e a propria nacionalidade! De que irá servir ter partidos se estes ... Ler mais »

Ricardo


Caros compatriotas
Leio assíduamente os comentários deste site e sinto o pulsar dos Portugueses que são votados ao ostracismo pelo sistema imposto neste ainda querido Portugal. Portugal não morreu nem morrerá somos uma Nação com quase 900 anos de História ... Ler mais »

José Ferreira


Parabens pelo site que está muito interessante e que realmente dá uma ideia de quem foi António Oliveira Salazar, um estadista da nossa história recente, admirado por uns e odiado por outros mas que deixou obra feita.

Marco Cintra

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
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